Mais uma norma do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) com o objetivo de aumentar a segurança nas estradas começou a valer no início do ano. A Resolução 294, em vigor desde 1º de janeiro de 2009, determina que apenas carros com ajuste da altura das lâmpadas podem trafegar com faróis de xenon ou de xenônio.
Contran regula uso de faróis xenon. Apenas veículos com ajuste da altura das lâmpadas poderão trafegar com esse tipo de farol
Mais uma norma do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) com o objetivo de aumentar a segurança nas estradas começou a valer no início do ano. A Resolução 294, em vigor desde 1º de janeiro de 2009, determina que apenas carros com ajuste da altura das lâmpadas podem trafegar com faróis de xenon ou de xenônio.
A norma surge para regular o uso desses faróis, que se não usados de forma correta representam perigo nas estradas. Eles usam tom azulado e têm um alcance maior. O facho de luz do xenon adaptado, geralmente, é direcionado no rosto de quem trafega de frente para estes veículos, o que aumenta de forma considerável o risco de acidentes e alterações oculares.
Segundo o consultor do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Autorizados do Distrito Federal (SINCODIV/DF), Antônio Vaz de Oliveira, a opção pelo Xenon só deve ser feita para veículos projetados para esse tipo de iluminação. Usá-lo em automóveis sem a estrutura adequada, além de atrapalhar outros motoristas, pode gerar problemas no sistema elétrico do veículo. “O automóvel que não dispõe do preparo para receber o farol xenon não possui a bateria com a amperagem correta, o que pode provocar superaquecimentos”, conclui.
Dicas para uma viagem mais segura - Oliveira alerta que os cuidados não podem ser reservados apenas ao xenon. Certificar-se de que o sistema de iluminação está ajustado, evitar usar faróis fora do padrão original do veículo e saber como usar os fachos alto e baixo, além das lâmpadas auxiliares, estão entre os cuidados básicos que o proprietário do veículo deve ter para garantir ainda mais a própria segurança e não atrapalhar a visão de outros motoristas.
O consultor técnico do SINCODIV/DF sugere que o primeiro passo é verificar o ajuste dos faróis, que depende do local, estrada ou cidade, e do peso do veículo. “Na estrada, principalmente quando o automóvel está mais pesado, os faróis devem estar mais baixos, para não ocasionar perda no campo de visão da luz alta e prejudicar os motoristas que vêm no sentido contrário. Antes de viajar, o ideal é procurar uma autorizada para fazer uma revisão adequada”, indica.
O facho baixo dos faróis principais, obrigatoriamente, precisa ser usado à noite. Mas durante o dia, sobretudo na chuva indica-se a sua utilização. “O motorista só pode usar o farol alto caso não haja iluminação na via e outros veículos no seu sentido oposto. O uso indiscriminado do facho mais forte pode provocar acidentes”, alerta.
Os faróis auxiliares, milha e neblina, também costumam causar confusão. O de milha possui um longo alcance e deve ser utilizado junto com o farol convencional no facho alto. Oliveira o indica para pistas sem iluminação, à noite. “Durante o dia, pode atrapalhar a visão de outros motoristas, além de não fazer diferença alguma”, considera Oliveira.
Oliveira afirma que o farol de neblina deve ser aceso simultaneamente com o farol baixo. Esse recurso permite uma visão mais superficial da pista e oferece mais segurança em condições de baixa visibilidade. Também é bastante útil em dias chuvosos.